Matéria é tudo aquilo que ocupa lugar no espaço, isto é tudo que tem volume e massa.
O volume refere-se ao espaço ocupado por um corpo. Corpo é uma porção limitada de matéria.
Massa está relacionada com a quantidade de matéria que um corpo possui. A massa mede a inercia de um corpo, isto é, a tendência que um corpo tem de permanecer em repouso ou em movimento em linha reta e com velocidade constante. Quanto maior a sua inercia, isto é, maior será a força necessária para que ele adquira certa aceleração.
Você acabou de conhecer algumas propriedades gerais da matéria:
Toda matéria ocupa lugar no espaço, isto é, tem volume (Propriedade de Extensão).
Toda matéria tem massa.
Agora você vai ver outras propriedades gerais da matéria:
Dois corpos não ocupam o mesmo lugar no espaço ao mesmo tempo: impenetrabilidade.
A matéria pode ser dividida, até certo limite, em partes menores, sem que suas propriedades se alterem: divisibilidade.
Sob a ação de uma força, a matéria pode, ate certo ponto, diminuir de volume: compressibilidade.
Até certo ponto, ela pode retornar ao volume original, ao cessar a ação da força: elasticidade.
Uma teoria, que herdamos da
Grécia do século V a.C., criou a ideia de que se dividíssemos um corpo,
chegaríamos a uma parcela mínima, tão mínima que esta seria indivisível. A essa
parcela deram o nome de átomo que quer dizer "indivisível" em grego.
Assim, todas as coisas seriam feitas pela reunião de átomos.
Ao longo dos anos, houve muita pesquisa sobre o assunto. Hoje os cientistas
apregoam que o átomo é divisível - em partícula subatômicas - que também são
divisíveis.
Histórico do Átomo
Os primórdios da teoria atômica remontam à antiguidade No século V antes de
cristo, o filósofo grego Leucipo ensinava aos seus seguidores que a matéria
poderia ser formada por partículas muito pequenas (utilizava como analogia o
fato da areia da praia parecer ser contínua quando vista de longe, porém,
quando examinada de perto, compunha-se por inúmeros grãos).
Um de seus discípulos, Demócrito, aceitando a lógica dessa ideia utilizou o
nome átomo (do grego não divisível) as menores partículas constituintes da
matéria. Esses conceitos amplamente difundidos por Lucrécio, em Roma, porém,
durante muitos séculos, estas idéias permaneceram esquecidas...
Em 1897, Thomson, trabalhando com tubos de alto vácuo, mostrou a deflexão dos
raios catódicos pelo campo elétrico, tornando definitivamente aceita a teoria
de que os raios catódicos eram de natureza corpuscular, sendo as partículas
batizadas de elétrons, nome primeiramente utilizado por Stoney. Além disso,
Thomson mediu a razão entre a carga e a massa das partículas dos raios
catódicos, resultando que, se essa carga fosse igual à carga mínima de um íon
conforme medida por Faraday, então a massa de tais partículas seria uma pequena
fração da massa do átomo de hidrogênio. Com isto, abria-se uma nova área de
estudo, para as partículas subatômicas. O modelo atômico concebido por Thomson.
No final do século XIX, Ernest Rutherford (discípulo de J.J. Thomsom),
juntamente com os Curie, denominou os raios emitidos por substâncias
radioativas de alfa (quando positivamente carregada) e beta (quando
negativamente carregada). Em 1900, demonstrou que as formas de radiação não
afetadas por campo magnético eram constituídas por ondas eletromagnéticas,
denominando-a raios gama.
Em 1906, após a realização de elegante experimento, Ernest Rutherford elaborou
o modelo atômico, no qual há um núcleo central positivamente carregado, e uma
região pouco densa circundante, na qual se encontram os elétrons. Em 1914,
propôs que os mais simples raios positivos deviam ser partículas obtidas a
partir do átomo de hidrogênio, as quais denominou prótons.
Esta hipotética força, que originar-se-ia da transferência de partículas entre
nêutrons e prótons, e teria massa estimada em 200 vezes a massa do elétron.
Por fim, em 1950, Erwin Wilherlm Mueller, utilizando o microscópio eletrônico
(desenvolvido por ele mesmo), observa diretamente o átomo, pelo menos a ponto
de determinar sua posição regular em certas substâncias. Comprova-se assim, a
existência em definitivo do átomo de Leucipo-Demócrito.
Segue abaixo um vídeo sobre o Átomo e Moléculas.
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Distribuição das Camadas Eletrônicas:
K
2
L
8
M
18
N
32
O
32
P
18
Q
8
Os elétrons estão distribuídos em camadas ao redor do núcleo. Admite-se a existência de 7 camadas eletrônicas, designados pelas letras maiúsculas:
K,L,M,N,O,P e Q. À medida que as camadas se afastam do núcleo, aumenta a energia dos elétrons nelas localizados.
As camadas da eletrosfera representam os níveis de energia da eletrosfera. Assim, as camadas K,L,M,N,O, P e Q constituem os 1º, 2º, 3º, 4º, 5º, 6º e 7º níveis de energia, respectivamente.
Por meio de métodos experimentais, os químicos concluíram que o número máximo de elétrons que cabe em cada camada ou nível de energia é: